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Rússia exigirá aplicativo estatal de mensagens pré-instalado em todos os celulares a partir de setembro

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A partir de 1º de setembro de 2025, todos os smartphones e tablets comercializados na Rússia deverão sair de fábrica com o Max, aplicativo de mensagens desenvolvido por uma empresa estatal e apresentado pelo governo como alternativa ao WhatsApp.

A medida foi anunciada em 21 de agosto pelo governo russo e integra um pacote de regras voltadas ao controle do ambiente digital no país. De acordo com o Kremlin, o Max será conectado a serviços governamentais e passará a compor a lista oficial de softwares que precisam vir pré-instalados em dispositivos eletrônicos vendidos no território russo.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a decisão ocorre em meio a sucessivas restrições impostas por Moscou a plataformas estrangeiras de comunicação, acusadas pelo governo de não colaborar em investigações envolvendo fraudes e terrorismo.

Críticos alertam que o novo aplicativo pode ampliar a capacidade estatal de monitorar a população e aumentar o nível de vigilância na internet russa.

Popularidade dos mensageiros no país

Dados de julho da empresa de pesquisa Mediascope apontam o WhatsApp como mensageiro mais utilizado na Rússia, com 97,3 milhões de usuários. O Telegram aparece em segundo lugar, com 90,8 milhões. Ainda em fase de testes, o Max já havia sido baixado por 18 milhões de pessoas, enquanto o VK Messenger, também controlado pelo Estado, registrava 17,9 milhões de usuários.

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Imagem: Yuri Kochetkov via gazetadopovo.com.br

Outras exigências

O governo determinou ainda que a RuStore — loja nacional de aplicativos, atualmente inclusa em aparelhos Android — seja pré-instalada também em dispositivos da Apple a partir de setembro. Outra regra estabelece que, a partir de janeiro de 2026, todas as smart TVs comercializadas no país tragam o Lime HD TV, aplicativo que oferece canais estatais gratuitamente.

Com as novas normas, Moscou reforça sua estratégia de controlar o fluxo de informações e o acesso dos cidadãos a serviços digitais.

Com informações de Gazeta do Povo