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Sírio que perdeu a esposa em atentado perdoa terrorista e conclama: “Orem por quem nos persegue”

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Damascos (Síria), 2025 – O cristão sírio Musa declarou ter perdoado o homem-bomba que matou sua esposa, Antoinette, durante o ataque à Igreja de Mar Elias, na capital síria, no início de 2025. O atentado, que durou menos de um minuto, deixou ao menos 30 mortos e mais de 50 feridos.

De acordo com a organização Global Christian Relief, o agressor entrou no templo disparando contra os fiéis e, na tentativa de ser contido, detonou o explosivo que carregava. Segundo testemunhas, todo o episódio transcorreu em 55 segundos.

Musa e Antoinette eram casados havia 25 anos. Na noite do ataque, o casal e as três filhas se preparavam para o culto, mas saíram de casa em momentos diferentes. Antoinette e a filha Nagham partiram primeiro; Musa ficou para trás com Nour, enquanto Mary saiu depois com o marido, Sari. Poucos minutos depois, a explosão pôde ser ouvida em vários pontos da cidade.

Mesmo com uma perna amputada por um acidente anterior, Musa subiu em sua motocicleta e chegou à igreja em cerca de três minutos. Do lado de fora, encontrou Mary e Sari, que escaparam ilesos porque haviam parado brevemente para dar passagem a um táxi. Dentro do prédio, Nagham estava ferida e Antoinette, gravemente machucada.

“Rastejei entre vidros e sangue e encontrei o corpo dela coberto”, contou Musa. A esposa foi levada à UTI e permaneceu hospitalizada por alguns dias, enquanto a filha se recuperou. Antoinette não resistiu aos ferimentos.

Durante a internação, o casal trocou mensagens escritas. “Escrevi: ‘Antoinette, eu te amo’. Ela respondeu: ‘Eu também te amo’”, lembrou. Musa relatou ainda que a esposa disse ter tido uma visão de Jesus no leito do hospital: “Ele veio me visitar e disse: ‘Não tenha medo. Estou com você’”.

Após a morte da companheira, Musa concentrou esforços para manter a fé da família. “O que ocorreu fortaleceu nossa confiança no Senhor, porque Jesus também sofreu”, afirmou. Ele reconhece que a vida para os cristãos na Síria tornou-se cada vez mais difícil, mesmo quando a perseguição não é explícita.

A despeito da perda e da violência, Musa reforça o perdão como resposta. “Quando Cristo nos mandou amar os inimigos, pediu que os acolhêssemos e orássemos por eles. Perdoem seus perseguidores; nós os perdoamos”, declarou.

Com informações de Guiame