Ruslan KD, conhecido produtor de conteúdo cristão nos Estados Unidos, contou como abandonou o ateísmo e abraçou a fé após deixar a antiga União Soviética ainda criança.
Fuga do comunismo e chegada aos EUA
Nascido em Baku, Azerbaijão, em família armênia, Ruslan viu os pais e outros parentes enfrentarem perseguição étnica no fim da década de 1980. A situação obrigou os homens da casa a deixar o país às pressas. Aos 6 anos, ele desembarcou nos Estados Unidos como refugiado e se impressionou com a fartura de alimentos nos supermercados, contraste com as filas por racionamento que vivia na capital azeri.
Primeiro contato com a igreja e trauma infantil
No novo país, a família passou a frequentar a Igreja Ortodoxa Armênia. Contudo, aos 7 anos, o menino foi vítima de abuso cometido por adolescentes da congregação. Segundo Ruslan, o episódio foi ignorado pela liderança, o que acentuou sua aversão à religião. A separação dos pais, o alcoolismo da mãe e o segundo casamento do pai — permitido pela igreja — reforçaram seu afastamento espiritual. “Fiquei totalmente ateu; se existia um Deus, Ele não me amava”, relatou.
Delinquência na adolescência
Marcado pelos traumas, Ruslan entrou em conflito com a lei. Foi detido aos 11 anos por invadir residências e, na pré-adolescência, envolveu-se com gangues, venda de maconha e outros delitos.
O encontro com o Evangelho
A virada começou quando a mãe de um amigo e dois vizinhos cristãos falaram sobre Jesus, afirmando que ele ainda realizaria “grandes coisas para Deus”. Dois anos mais tarde, o gerente do local onde Ruslan trabalhava lhe presenteou com um livro do apologista Josh McDowell. A leitura, segundo conta, respondeu às suas dúvidas sobre a existência de Deus e o levou a entregar a vida a Cristo ao final do primeiro ano do ensino médio.

Imagem: Internet
Ministério digital
Hoje, Ruslan KD utiliza seu canal no YouTube para analisar temas contemporâneos à luz da Bíblia. O comunicador afirma que seu objetivo é “encorajar, capacitar e inspirar as pessoas a viver uma vida que exalte a Deus”.
Com informações de Guiame