Alex Luz, conhecido nas redes como Lékão, transformou uma história marcada pela paralisia cerebral em trajetória de inspiração no fisiculturismo. O baiano de 29 anos relatou ao UOL que nasceu prematuramente, aos oito meses, e ficou 14 dias na UTI por falta de oxigênio no parto.
Aos três meses, a mãe percebeu sinais de atraso no desenvolvimento: o pescoço não sustentava a cabeça e o bebê não conseguia sentar. Sem acesso a médicos no sítio onde moravam, no interior da Bahia, o diagnóstico só veio aos dois anos, em São Paulo: paralisia cerebral.
Recusa à cadeira de rodas e primeiros passos
Determinada, a mãe rejeitou o uso de cadeira de rodas e carregava o filho no colo, afirmando que ele andaria. O resultado apareceu: aos oito anos, Alex começou a se apoiar em objetos para se locomover; aos 12, já caminhava sem ajuda, apesar das quedas constantes.
Esporte como terapia
A prática de capoeira na adolescência trouxe força, equilíbrio e confiança. “A capoeira melhorou minha autoestima e tirou o medo de me machucar”, contou.
Aos 19 anos, ingressou na musculação e enfrentou olhares de desconfiança na academia. “Eu era muito magro, tremia durante os exercícios e ouvi que não era lugar para mim”, lembrou. Seis sessões semanais durante um ano reduziram os tremores e melhoraram a coordenação motora, facilitando tarefas simples como escovar os dentes e subir escadas.
Do treino ao palco das competições
Em 2021, Lékão decidiu competir como fisiculturista e passou a exibir a rotina de treinos no Instagram. Ele atribui cada conquista à fé: “Se estou vivo é por causa de Deus. Se ando hoje, é por causa Dele e da fé da minha mãe”, declarou em vídeo recente.
Hoje, o influenciador continua participando de campeonatos, compartilhando vitórias e incentivando pessoas com deficiência a superar limites.
Com informações de Guiame