Nova Délhi (Índia) – Chandan, 30 anos, ganhou notoriedade entre grupos radicais hindus por participar de espancamentos contra cristãos. Detido em 2011 por roubo, ele ouviu pela primeira vez a mensagem do Evangelho dentro da prisão, pregada por um pastor encarcerado apenas por anunciar Jesus.
Órfão desde os 12 anos, Chandan mergulhou em álcool, drogas e crimes para sobreviver. Na cadeia, continuava articulando novos delitos com comparsas quando o líder cristão passou a visitá-lo diariamente. O jovem resistiu, mas fez uma oração: se fosse libertado, tentaria seguir a fé cristã.
Poucas semanas depois, tanto Chandan quanto o pastor receberam liberdade. Convidado a frequentar uma igreja, ele recebeu uma Bíblia e entrou em conflito entre abandonar o crime ou permanecer com a antiga gangue. A indecisão resultou em depressão profunda e uma tentativa de suicídio.
Numa noite, sonhou com uma voz que o orientava a ler Isaías 43. Ao despertar, encontrou o texto bíblico que diz “Não temas, pois eu te redimi”. Considerou a experiência um chamado divino e decidiu entregar a vida a Cristo.
Aprendizado relâmpago e início do ministério
Mesmo analfabeto, matriculou-se em um seminário e, nos intervalos, clamava no terraço: “Ensina-me a ler e escrever para pregar o Evangelho”. De forma que descreve como milagrosa, aprendeu em dois meses. Anos depois, graduou-se e iniciou trabalho missionário que alcançou prostitutas, pacientes com HIV e famílias em crise.
Casamento, plantação de igreja e nova prisão
Em 2024, Chandan se casou com Rishu, também convertida. O casal fundou uma igreja que rapidamente chegou a 150 membros. A expansão despertou oposição no país que figura na 11ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2025, elaborada pela Missão Portas Abertas.
Acusados injustamente, os dois foram presos no primeiro ano de casamento. Podiam se encontrar apenas 30 minutos aos domingos, tempo em que “apenas chorávamos e enxugávamos as lágrimas um do outro”, relataram ao movimento Back to Jerusalem. Mesmo reclusos, pregaram: Rishu na ala feminina; Chandan, na masculina.
Posteriormente libertos, continuam evangelizando na Índia. “Não temos medo da cadeia. Eles podem nos prender, mas nunca prenderão a Palavra de Deus”, afirmam.
Com informações de Guiame