O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta sexta-feira (8) que o Congresso precisa enfrentar “excessos” do Supremo Tribunal Federal (STF) e alertou para o risco de uma crise institucional no país.
Durante entrevista ao programa Café com a Gazeta, às 11h54, Zema declarou que “a temperatura e a pressão vão subir” caso o Legislativo não cumpra o papel de representar a vontade popular. “O clima institucional está ficando mais frágil. É como um vulcão, ninguém sabe o momento da erupção”, disse.
Agenda em Curitiba
Zema esteve em Curitiba para reuniões com empresários e para acompanhar a filiação do vice-prefeito da capital, Paulo Martins, ao Partido Novo. Ele também almoçou com o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), no Palácio Iguaçu, encontro que, segundo o mineiro, incluiu debates sobre “o futuro político do Brasil”.
Críticas ao STF e defesa de anistia
O governador contestou decisões do STF referentes aos atos de 8 de janeiro de 2023 e defendeu anistia para investigados que não praticaram violência. “Em nenhum lugar do mundo alguém que sentou em uma cadeira foi condenado a 17 anos de reclusão”, argumentou. Zema afirmou que participará, sempre que possível, de manifestações em favor da anistia.
Ataque a tarifa dos EUA
Zema relatou ter participado, em Brasília, de reunião com outros oito governadores sobre o aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Ele acusou o governo federal de inação e informou ter liberado R$ 300 milhões em Minas para mitigar impactos. Para o governador, Paraná e Minas Gerais serão os mais afetados.
Críticas ao governo Lula e ao Brics
O governador criticou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contrárias aos EUA e questionou a utilidade do Brics. “O Brics é um Frankenstein”, disse, alegando que o bloco reúne países sem afinidades culturais ou geográficas com o Brasil.
Reforma política
Zema defendeu voto distrital, unificação das eleições, redução do fundo eleitoral, possível mandato único de cinco anos e adoção do voto impresso. Para ele, o sistema atual é “disfuncional”.

Imagem: Marcio Miranda via gazetadopovo.com.br
Eleição presidencial de 2026
O governador afirmou ter conversado em julho com o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse ver vantagem em múltiplas candidaturas da direita. O Partido Novo pretende lançar sua pré-candidatura ao Planalto em 16 de agosto.
Balanço de gestão em Minas
Zema citou investimentos de R$ 427 bilhões atraídos desde 2019, criação de 1 milhão de empregos formais e crescimento do agronegócio, que superou o setor de mineração em exportações. Ele declarou apoio ao vice-governador Mateus Simões (Novo) para disputar o governo mineiro em 2026.
O governador encerrou dizendo que continuará criticando o que considera “perseguição política” por parte do STF e participará de atos públicos quando a agenda permitir.
Com informações de Gazeta do Povo