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Zambelli faz greve de fome contra prisão na Itália, afirma advogado

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Roma (Itália) – A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) iniciou uma greve de fome em protesto contra sua prisão preventiva na Itália, informou o advogado Fábio Pagnozzi, na noite de quarta-feira (14/08/2025).

Segundo o defensor, a parlamentar passou mal antes de uma audiência no Tribunal de Apelação de Roma, realizada na quarta-feira (13). “Ela escorregou, bateu a cabeça, estava muito fraca por causa da greve de fome”, relatou Pagnozzi à emissora Jovem Pan News. O atendimento médico foi acionado, a sessão chegou a ser suspensa e depois foi retomada.

Problemas de saúde

Pagnozzi lembrou que a deputada sofre de fibromialgia, depressão e problemas cardíacos, além de ter retirado um tumor cerebral anos atrás. O advogado também mencionou duas tentativas de suicídio ocorridas no período eleitoral.

Próximos passos na Justiça italiana

Conforme o defensor, um perito designado pelo juiz avaliará o estado de saúde de Zambelli na segunda-feira (18). Uma nova audiência está marcada para 27 de agosto. Até lá, a parlamentar segue detida, aguardando decisão sobre liberdade condicional ou manutenção da prisão durante o processo de extradição para o Brasil.

Condenação no Brasil

Zambelli está presa em Roma desde 29 de julho. No Brasil, foi condenada a 10 anos e 8 meses de reclusão, perda do mandato e multa de R$ 2 milhões por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela diz ser vítima de perseguição política e nega irregularidades.

Bloqueio de contas do marido

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio das contas bancárias do marido da deputada, coronel Antônio Aginaldo de Oliveira. De acordo com Pagnozzi, a medida atinge salários e aposentadoria.

Zambelli faz greve de fome contra prisão na Itália, afirma advogado - Imagem do artigo original

Imagem: Zeca Ribeiro via gazetadopovo.com.br

Condenação de Delgatti

O hacker Walter Delgatti Neto, apontado como colaborador de Zambelli na invasão ao CNJ, foi sentenciado a 8 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado e multa solidária. Moraes também declarou a inelegibilidade de ambos por oito anos, contados a partir da condenação.

Em publicação na rede social X, Pagnozzi classificou as medidas judiciais contra Zambelli e familiares como “perseguição covarde e desumana”, alegando desrespeito à Constituição.

Com informações de Gazeta do Povo