O ex-secretário de Comunicação da Presidência e advogado de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, criticou a condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão por suposto planejamento de golpe de Estado. Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, ele afirmou que o Brasil “está prestes a assistir à maior injustiça política de sua história” caso Bolsonaro seja transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda nos próximos dias.
Questionamentos sobre provas
Wajngarten declarou não haver “prova concreta, cabal e irrefutável” que justifique a sentença. Segundo ele, uma análise “desprovida de paixão” mostraria ausência de elementos que vinculem Bolsonaro a qualquer tentativa de ruptura institucional.
Atos que, segundo ele, indicam o oposto de golpe
No texto, o ex-secretário cita decisões tomadas por Bolsonaro após a derrota eleitoral de 2022: a nomeação de novos comandantes militares a pedido do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o apelo para que caminhoneiros liberassem rodovias e a viagem aos Estados Unidos antes da posse do novo governo. Para Wajngarten, essas ações contradizem a tese de perpetuação no poder.
Relação com 8 de Janeiro e discursos de campanha
Ele também rebate a associação de Bolsonaro aos ataques de 8 de janeiro de 2023, lembrando que o ex-presidente estava fora do país na data e repudiou os atos. Wajngarten sustenta que a prisão domiciliar atual se baseia apenas em declarações feitas em palanques durante o período eleitoral, as quais, na sua visão, não justificariam pena tão elevada.
Estado de saúde e trajetória política
Por fim, o advogado menciona as sequelas da facada sofrida por Bolsonaro em 2018 e seus mais de 40 anos de vida pública. Ele classifica a condenação como “retaliação judicial” e diz acreditar que “a Justiça e a história reconhecerão” a suposta injustiça.
Com informações de Direita Online