O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), afirmou nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, que o voto divergente do ministro Luiz Fux no Supremo Tribunal Federal (STF) respalda a articulação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em favor de um projeto de anistia no Congresso Nacional.
Fux contrariou o relator Alexandre de Moraes e os ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia, que votaram pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de golpe de Estado. Para Ramuth, a posição do magistrado apresenta base técnica que coincide com as críticas feitas por Tarcísio durante manifestação no último 7 de Setembro.
Apesar de o governador ter chamado Moraes de “tirano” no ato em São Paulo, Ramuth declarou não ver risco de desgaste entre o Palácio dos Bandeirantes e a Corte. Segundo ele, a votação mostrou que existem visões distintas dentro do próprio STF, o que, na sua avaliação, reduz a tensão política.
O vice-governador acredita que o entendimento de Fux ganhará eco no Legislativo e fortalecerá as conversas que Tarcísio mantém com senadores e deputados para viabilizar a anistia. Ramuth reiterou que a decisão final cabe ao Congresso, eleito para representar a vontade popular, e defendeu a construção de um texto juridicamente sólido para evitar questionamentos futuros.
Questionado sobre 2026, Ramuth disse que Tarcísio permanece concentrado na gestão paulista e só cogitará disputar a Presidência se for convocado por Bolsonaro. Ele avaliou que um eventual confronto com o presidente Lula (PT) seria “uma disputa dura”.
Imagem: Célio Messias
Integrante do PSD, Ramuth observou que a sigla, comandada nacionalmente por Gilberto Kassab, não deve impor disciplina de voto sobre a anistia, mantendo a liberdade de posicionamento dos parlamentares.
Com informações de Gazeta do Povo