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Alessandro Vieira diz que União e estados não têm plano para enfrentar facções e aposta em CPI

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Brasília, 30 de outubro de 2025 – Autor do requerimento que criou a Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que governos federal e estaduais “não fazem ideia” de como combater facções criminosas. Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (30), o parlamentar apontou a falta de coordenação revelada após a megaoperação realizada no Rio de Janeiro, que prendeu 113 suspeitos ligados ao Comando Vermelho e deixou 119 mortos.

A CPI será instalada na próxima terça-feira (3), em acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo Vieira, a comissão vai investigar a atuação dos Executivos no enfrentamento ao crime organizado e colher exemplos de políticas bem-sucedidas dentro e fora do país.

“Não existe um planejamento centralizado e minimamente organizado que permita vislumbrar melhora a médio ou longo prazo”, declarou o senador, ao criticar a disputa de versões entre o governo federal e o governador do Rio, Cláudio Castro (PL-RJ), sobre a participação da União na operação fluminense. A Polícia Federal confirmou ter sido comunicada, mas considerou que não deveria integrar a ação.

Vieira pretende convocar secretários de segurança, governadores e especialistas para discutir medidas como aumento de orçamento, elaboração de um plano nacional de segurança e integração nas áreas de prevenção e repressão, sem necessidade de alterar a Constituição.

PEC da Segurança na mira

O parlamentar voltou a atacar a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, principal aposta do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o crime organizado, parada na Câmara desde abril. Para ele, a PEC é “solução de gabinete” com finalidade eleitoral e não resolve a falta de articulação entre forças de segurança.

“A Polícia Federal não precisa de nova lei para investigar um crime que, como o do Comando Vermelho, é transnacional”, afirmou. Vieira disse ainda que projetos semelhantes ao anunciado “projeto antifacção” do Executivo já tramitam no Congresso, alguns aprovados em uma das Casas.

“Há soluções prontas que não são implementadas por falta de liderança política, vontade e conhecimento técnico”, concluiu o senador.

Com informações de Gazeta do Povo