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Van Hattem entrega defesa ao Conselho de Ética e nega ilegalidade em ato de obstrução

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Brasília – O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) encaminhou nesta sexta-feira (22) sua defesa ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, contestando a acusação de que teria participado de um protesto que interrompeu as atividades do plenário por mais de 30 horas no início de agosto.

A representação foi apresentada pelos líderes Lindbergh Farias (PT-RJ), Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Pedro Campos (PSB-PE). O trio pede que Van Hattem seja suspenso do mandato por seis meses por suposta quebra de decoro parlamentar.

Deputado fala em manifestação legítima

No documento entregue ao colegiado, Van Hattem afirma não ter cometido irregularidades e classifica o protesto como “manifestação política legítima, pacífica e ordeira”. Segundo ele, tentar criminalizar a obstrução parlamentar fere prerrogativas da oposição e a própria democracia.

O parlamentar também rejeita a alegação de que tenha ocupado a cadeira da Presidência da Câmara. Ele sustenta ter se sentado em uma poltrona de uso comum, embora imagens mostrem o deputado Hugo Motta deixando o local quando percebeu a Mesa Diretora tomada por oposicionistas.

Nota de apoio do Novo

O partido Novo divulgou nota em defesa de Van Hattem, afirmando que a obstrução é instrumento tradicional da minoria para travar votações. No mesmo episódio, deputados aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro condicionaram o fim do bloqueio à apreciação de temas como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

Desdobramento no Conselho de Ética

Além de Van Hattem, outros 13 parlamentares são alvos de processo no Conselho de Ética. O caso ainda está na fase inicial e caberá ao colegiado decidir se haverá punição.

Van Hattem entrega defesa ao Conselho de Ética e nega ilegalidade em ato de obstrução - Imagem do artigo original

Imagem: Valter Camponato via gazetadopovo.com.br

Novo reage contra Lindbergh Farias

Em resposta à representação contra seu filiado, o Novo entrou nesta quinta-feira (21) com pedido de investigação por quebra de decoro contra Lindbergh Farias. A legenda acusa o petista de recorrer à Procuradoria-Geral da República para, supostamente, constranger a oposição.

O presidente do partido, Eduardo Ribeiro, declarou que “criminalizar a divergência” representa um ataque ao processo democrático, reforçando que a obstrução é direito garantido à minoria.

O Conselho de Ética não definiu prazo para concluir a análise dos casos.

Com informações de Gazeta do Povo