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Valdemar Costa Neto chama Jorge Messias de “camarada de bem” e diz ter se afastado de Moraes após prisão

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O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, elogiou nesta quarta-feira (1º) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao portal Metrópoles, o dirigente classificou Messias como um “camarada de bem”, ainda que alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Todas as informações que eu tenho do Jorge Messias são de que ele, lógico, é Lula fechado, é PT fechado, mas é um camarada de bem”, afirmou Valdemar. O presidente do PL comparou a escolha ao nome de Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, já aprovado pelo Senado em 2023.

Previsão de aprovação no Senado

Para Valdemar, Messias está entre os melhores nomes disponíveis ao governo no momento. Ele avaliou que o Senado tem maioria para confirmar a indicação, apesar da resistência da bancada do PL. “Nosso pessoal é contra, mas não adianta ser contra, porque eles têm maioria no Senado. Não têm o que falar do Messias”, declarou.

Críticas a Bolsonaro e rompimento com Moraes

Durante a entrevista, o dirigente também comentou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Segundo Valdemar, o ex-presidente Jair Bolsonaro “deu força para o Alexandre crescer” ao ceder em episódios como a divulgação da gravação da reunião ministerial — que culminou na Operação Tempus Veritatis — e a desistência da nomeação de Alexandre Ramagem para a Polícia Federal após veto de Moraes.

Valdemar relatou que mantinha boa relação com o ministro até fevereiro de 2024, quando foi alvo de busca e apreensão na mesma operação. Na ocasião, a Polícia Federal encontrou uma arma com registro vencido, e o político foi preso em flagrante em 8 de fevereiro; no dia seguinte, o flagrante foi convertido em prisão preventiva. Ele deixou a cadeia em 10 de fevereiro, mediante medidas cautelares.

“Com o STF, tenho boa relação com ministros como Gilmar Mendes e Edson Fachin. Agora, com o Alexandre, nunca mais”, disse. O presidente do PL afirmou que não se sente intimidado, mas ficou “chateado” com a prisão e evita críticas públicas ao Supremo para não criar problemas internos no partido.

Com informações de Gazeta do Povo