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Valdemar Costa Neto alerta que CPI do Banco Master “derrubará meio mundo”

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Brasília — 03/03/2026, 08h42. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que há um movimento intenso no Congresso para impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master, sob o argumento de que a investigação atingiria partidos e autoridades de diferentes espectros políticos.

Em entrevista à Band, Costa Neto declarou que “vai atingir meio mundo” e citou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), como um dos principais opositores à abertura da comissão. “Isso pode virar o mundo de ponta-cabeça. A gente nem sabe o que está por vir”, disse.

STF barra requerimentos de comissões

Desde a semana retrasada, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu requerimentos aprovados nas comissões do INSS e do Crime Organizado, entre eles a convocação dos irmãos do ministro Dias Toffoli e a quebra de sigilos de vários citados no caso Master.

Pressão sobre prefeituras e Estados

Segundo o dirigente, prefeituras e governos estaduais teriam sido pressionados a comprar títulos e ações do Banco Master. Prefeitos teriam repassado essas informações diretamente ao comando do PL, reforçando, na avaliação de Costa Neto, o alcance da suposta trama financeira.

PL apoia CPI; dirigente minimiza doações a Bolsonaro e Tarcísio

Costa Neto afirmou que toda a bancada do PL já assinou o pedido de CPI e minimizou possíveis implicações de filiados, como as doações do pastor e empresário Fabiano Zettel — cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro — às campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). “As doações foram legais e transparentes”, sustentou.

Impacto eleitoral e articulação no Senado

O presidente do PL reconheceu que o caso pode influenciar as eleições municipais deste ano. Ele ressaltou que o impulso para a criação da CPI parte majoritariamente do Senado e descartou a formação de uma comissão mista.

Nos bastidores, disse ele, há negociações para revisar as penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 em troca do arquivamento da investigação sobre o Banco Master.

Com informações de Gazeta do Povo