O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi alvo de vaias de militantes petistas na tarde desta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, durante cerimônia da Petrobras na cidade de Rio Grande (RS). O evento marcou a assinatura de contrato para a construção de navios gaseiros dentro do programa de investimentos da estatal na indústria naval.
Ao discursar ao lado do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), Leite ouviu a manifestação contrária de parte do público, formado majoritariamente por funcionários da companhia. Lula chegou a fazer gestos pedindo calma à plateia.
Em resposta às vaias, o governador solicitou respeito e fez referência ao slogan petista “o amor venceu o medo”. “Este é o amor que venceu o medo? Não, né. Então vamos respeitar, por favor. Estou aqui cumprindo meu dever institucional, em nome do povo do Rio Grande do Sul, com respeito ao Presidente da República. Todos nós, eu e o presidente, fomos eleitos pelo mesmo povo”, declarou.
Por que a hostilidade
Leite, que deixou o PSDB para se filiar ao PSD, é considerado impopular entre segmentos da esquerda gaúcha e do funcionalismo público. Durante sua gestão, adotou medidas de austeridade fiscal para reduzir o déficit estadual, entre elas:
- Reforma da previdência estadual;
- Reorganização administrativa com corte de benefícios;
- Contenção do crescimento da folha de pagamento.
As mudanças, voltadas a enfrentar o elevado endividamento e as despesas recorrentes do estado, aumentaram a resistência de servidores e militantes petistas ao governador. Paralelamente, suas críticas à família Bolsonaro também o afastaram de parte do eleitorado de direita.
A cerimônia seguiu após a intervenção de Lula e a retomada do discurso de Eduardo Leite.
Com informações de Gazeta do Povo