A Universidade de São Paulo (USP) repassou à Marinha do Brasil o navio de pesquisa Alpha Delphini, inaugurado em 2013 e considerado o primeiro do gênero construído no país. A transferência ocorreu em agosto de 2025 e foi justificada pela instituição como consequência da subutilização da embarcação.
Com a doação, o Instituto Oceanográfico da USP manteve apenas o Alpha Crucis, construído em 1973 e fora de operação desde 2024, aguardando docagem para inspeção e reparos. Segundo a direção do instituto, a primeira licitação de manutenção fracassou, mas um novo contrato está em fase final, com previsão de início dos trabalhos em um estaleiro no Rio de Janeiro nas próximas semanas.
Atas internas citadas pela reportagem registram preocupações de pesquisadores e estudantes sobre a paralisação do Crucis, apontando interrupção de pesquisas, necessidade de alugar embarcações privadas e dependência crescente da própria Marinha para trabalhos acadêmicos.
Aeronáutica adquire oito drones
Em outra frente, a Força Aérea Brasileira (FAB) vai aplicar cerca de R$ 1,8 milhão na compra de oito drones DJI Matrice 30T, equipados com câmeras térmicas, zoom de longo alcance e lançadores capazes de disparar cargas de até 500 gramas. Os equipamentos serão encaminhados à Guarnição de Aeronáutica de Canoas, no Rio Grande do Sul, para ações de vigilância, monitoramento e desenvolvimento de doutrinas de emprego de aeronaves remotamente pilotadas pela Infantaria da Aeronáutica.
O termo de referência da licitação inclui ainda docas móveis de recarga, sistemas de repetição de sinal de celular, abrigos, telas e antenas, buscando padronizar a frota de drones da FAB. O documento aponta que a escolha da marca pretende assegurar interoperabilidade, eficiência logística, segurança operacional e formação de operadores militares aptos a atuar em cenários de baixa visibilidade e operações noturnas.
Com informações de Gazeta do Povo