Dirigentes do União Brasil na Bahia afirmam ter avançado nas conversas para filiar o senador Angelo Coronel, que deixou o PSD após perceber que não seria incluído na estratégia do PT para a disputa ao Senado em 2026.
O impasse surgiu quando o PT decidiu priorizar uma chapa “puro-sangue” no estado, formada pelo senador Jaques Wagner e pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, ambos ex-governadores baianos. Sem espaço nesse desenho, Coronel anunciou, em 1º de fevereiro, a desfiliação do PSD, partido pelo qual foi eleito, reiterando que não guarda ressentimentos nem do PSD nem do PT.
O parlamentar declarou que pretende definir sua nova legenda até março. Além do União Brasil, recebeu convites de PSDB, Agir e Democracia Cristã. Caso opte pelo União, deverá integrar uma chapa que prevê João Roma (PL) na segunda vaga ao Senado e ACM Neto (União) como pré-candidato ao governo da Bahia.
No cenário nacional, a possível migração reforça uma articulação oposicionista ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ACM Neto mantém interlocução com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que recentemente trocou o União pelo PSD e desponta como um dos nomes de oposição ao Planalto. Já João Roma, ex-ministro do governo Bolsonaro e presidente estadual do PL, deverá alinhar o discurso baiano ao projeto presidencial da sigla em 2026.
Mudanças em outras regiões
A movimentação partidária não se restringe à Bahia. No sábado, o governador de Rondônia, Marcos Rocha, anunciou filiação ao PSD e saída do União Brasil. O ato foi oficializado em vídeo ao lado do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. A entrada de Rocha acontece poucos dias depois de Caiado ter seguido o mesmo caminho, reforçando a presença do PSD na região Norte.
Kassab destacou que a chegada de Rocha fortalece a legenda e amplia sua influência regional. O governador, por sua vez, citou a atuação coordenada entre nomes como Caiado, Ratinho Jr. e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para “fortalecer o país”.
Com informações de Gazeta do Povo