Brasília, 17 jan. 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou neste sábado (17) a criação de um Conselho da Paz para Gaza e convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a integrar o grupo. O Palácio do Planalto ainda não se pronunciou sobre a participação brasileira.
O colegiado faz parte da segunda etapa do plano de Washington para encerrar o conflito no território palestino. Trump comandará os trabalhos, que terão como foco a reconstrução de Gaza, a atração de investimentos e a definição de um arranjo político e de segurança para o pós-guerra.
Composição internacional
Além de Lula, receberam convite o presidente da Argentina, Javier Milei — que divulgou a carta em sua conta na rede X e disse ser “uma honra” —, o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o líder egípcio Abdel Fatah Al-Sisi e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. Também farão parte o bilionário Marc Rowan e Robert Gabriel, assessor de Trump no Conselho de Segurança Nacional.
Ao anunciar a formação do órgão, Trump afirmou: “Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”.
Próximos passos do plano norte-americano
De acordo com a Casa Branca, o Conselho debaterá governança, reconstrução e financiamento de larga escala para a Faixa de Gaza. Na sexta-feira (16), Trump nomeou o major-general Jasper Jeffers para chefiar a Força Internacional de Estabilização (ISF), responsável por garantir a segurança local e treinar uma nova polícia que substituirá o Hamas.
O enviado especial dos EUA para a paz em Gaza, Steve Witkoff, detalhou na quarta-feira (14) a Fase Dois do plano de 20 pontos. Entre as medidas, está a criação do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG) e o desarmamento de grupos não autorizados, sob pena de “sérias consequências”.
Segundo Witkoff, a Fase Um manteve o cessar-fogo, permitiu a entrada de ajuda humanitária em grande escala e resultou na libertação de todos os reféns sobreviventes, além da devolução dos restos mortais de 27 dos 28 reféns mortos.
Posicionamento do Brasil
Lula tem criticado duramente a ofensiva israelense. Em setembro de 2025, o presidente brasileiro declarou que “em Gaza não há guerra, há genocídio”, ao se referir à ação militar israelense contra civis palestinos. Até o momento, não há previsão de quando o Planalto responderá ao convite norte-americano.
Com informações de Gazeta do Povo