A Transparência Internacional Brasil cobrou publicamente, nesta quinta-feira (2), explicações do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o uso de jatos executivos por dois integrantes da Corte, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. A organização questiona a origem dos recursos que bancaram as viagens e afirma que, até o momento, não há investigação oficial sobre o caso.
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), a ONG afirmou que “o país quer saber como os ministros Toffoli e Moraes, que foram funcionários públicos praticamente a vida inteira, conseguem bancar suas viagens de jatinho”, acrescentando que “a PGR e o STF não querem investigar”.
Viagens atribuídas a Alexandre de Moraes e Dias Toffoli
No dia anterior, reportagens apontaram que Alexandre de Moraes utilizou aeronaves de empresas associadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master e preso por suspeita de comandar um esquema de fraudes financeiras. Os contatos de Moraes e de Toffoli teriam sido encontrados no telefone celular apreendido do empresário.
Nesta quinta-feira, nova apuração da Folha de S. Paulo listou ao menos dez voos realizados por Dias Toffoli, em 2025, partindo do terminal privado do Aeroporto de Brasília. Cinco dessas viagens teriam ligação direta ou indireta com empresas próximas a Vorcaro.
Entre os deslocamentos registrados, constam dois voos em fevereiro de 2025, operados pelas companhias OSN Administração e Participação e Heringer Táxi Aéreo, com destino a Goiânia. Outros trajetos ocorreram em abril, junho, julho e outubro, rumo a São Paulo, Ourinhos (próxima ao resort Tayayá) e Marília, cidade onde residem familiares do ministro.
Posicionamentos
A Gazeta do Povo solicitou manifestação ao gabinete de Dias Toffoli sobre as viagens, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. O gabinete de Alexandre de Moraes declarou que as supostas viagens são “ilações” e que os deslocamentos mencionados “não aconteceram”. A defesa de Daniel Vorcaro informou que não comentará o assunto.
Até o momento, nem o STF nem a PGR anunciaram abertura de investigação para apurar a origem e o custeio dos voos.
Com informações de Gazeta do Povo