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Transferência de Bolsonaro para a “Papudinha” reforça aposta de ministros do STF em prisão domiciliar

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Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que a decisão do ministro Alexandre de Moraes de trocar o local de custódia do político pode abrir caminho para a concessão de prisão domiciliar em curto prazo.

A interpretação foi revelada pela Folha de S.Paulo. Segundo o jornal, dois magistrados de correntes distintas da Corte enxergam a mudança para a sala conhecida como “Papudinha”, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, como sinal de flexibilidade, já que o espaço oferece condições de acomodação consideradas melhores.

Movimentações internas

Embora Moraes não tenha sinalizado publicamente intenção de autorizar o benefício, um membro do STF próximo ao ministro passou a defender o regime domiciliar. O receio é que o tribunal seja responsabilizado por eventuais complicações de saúde de Bolsonaro, relatadas por seus médicos.

Bastidores apontam que outros magistrados podem exercer pressão semelhante. A expectativa cresceu após conversas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com ministros do Supremo pedindo a mudança de regime.

Encontros com ministros

Michelle Bolsonaro teria se reunido com Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Tarcísio, por sua vez, falou com quatro ministros na tentativa de garantir a prisão domiciliar do ex-presidente. Pouco depois dessas tratativas, Moraes autorizou a transferência para a “Papudinha”.

Em publicação nas redes sociais, Michelle disse que o novo local causa “menos prejuízos” à saúde do marido e oferece “mais dignidade”, mas reafirmou que continuará atuando para levá-lo de volta para casa.

Antecedentes da custódia

Bolsonaro cumpria prisão domiciliar até novembro, quando foi levado para a sede da PF sob acusação de tentar burlar a tornozeleira eletrônica. Laudo médico atribuiu o episódio a alterações mentais provocadas por medicação.

Na decisão que determinou a transferência dentro da própria PF, Moraes reforçou que o cumprimento da pena “não é estadia hoteleira nem colônia de férias”, respondendo a críticas dos filhos do ex-presidente sobre a estrutura anterior.

Apesar da mudança de sala, o Supremo ainda não fixou prazo ou condições para eventual retorno de Bolsonaro ao regime domiciliar.

Com informações de Direita Online