Home / Política / Tentativa de morte de “Sicário” dentro de cela aciona investigação da PF e cobrança da CPMI

Tentativa de morte de “Sicário” dentro de cela aciona investigação da PF e cobrança da CPMI

ocrente 1772722171
Spread the love

A Polícia Federal (PF) instaurou, na manhã desta quinta-feira (5), um inquérito para esclarecer a tentativa de morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, ocorrida na noite anterior dentro de uma cela da Superintendência Regional da corporação em Belo Horizonte (MG).

Mourão havia sido preso na quarta-feira (4) ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro e de mais dois investigados durante a terceira fase da operação Compliance Zero. O grupo é apontado como responsável por fraudes bancárias que envolveriam o liquidado Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) e, segundo a PF, também atuaria em invasões a sistemas sigilosos do Estado, corrupção de servidores do Banco Central e ações violentas contra desafetos.

Imagens registraram o socorro

De acordo com a PF, câmeras de segurança captaram todo o episódio dentro da cela, incluindo a chegada de agentes para prestar os primeiros socorros e, em seguida, o atendimento de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após o resgate, Mourão foi transferido para um hospital, onde permanece em tratamento.

CPMI quer explicações formais

O episódio também será analisado pela CPMI do INSS, que investiga a participação do Banco Master em um esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que oficiará o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o Ministério da Justiça para obter detalhes do ocorrido. Viana classificou o caso como “extremamente grave” e disse não descartar a hipótese de tentativa de “queima de arquivo”.

Papel estratégico no esquema

Investigadores apontam que Mourão coordenava a coleta de informações, o monitoramento de pessoas e a produção de dossiês de interesse do grupo liderado por Vorcaro. Diante dessa posição, a PF comunicou o incidente ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), e enviará as gravações para análise.

Com o inquérito em andamento, a PF pretende definir se houve tentativa de suicídio, agressão de terceiros ou falha de custódia, enquanto a CPMI aguarda os laudos e depoimentos oficiais para dar prosseguimento aos trabalhos parlamentares.

Com informações de Gazeta do Povo