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Temer descarta nova candidatura e sugere que Lula abra mão da reeleição em 2026

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O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou que não pretende disputar a eleição presidencial de 2026 e defendeu que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também desista de tentar um novo mandato, abrindo espaço para nomes de uma geração mais jovem.

Em entrevista publicada neste fim de semana pela Folha de S. Paulo, Temer, de 85 anos, declarou que “o país precisa de renovação” para superar o clima de tensão que se instalou entre os Poderes. “De jeito nenhum. Se tivesse dez anos a menos eu até aceitaria o desafio”, respondeu ao ser questionado sobre a possibilidade de voltar às urnas.

Marum tentou convencê-lo

O nome do ex-presidente voltou a circular no noticiário depois que o ex-ministro Carlos Marum, aliado histórico, anunciou que conversaria com Temer para convencê-lo a enfrentar a disputa de outubro. O objetivo, segundo Marum, seria quebrar a polarização entre apoiadores de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Críticas à “disfuncionalidade” institucional

Temer avalia que há hoje uma “completa disfuncionalidade institucional”, resultado do distanciamento dos Três Poderes dos princípios constitucionais. Ele lembrou que o preâmbulo da Carta de 1988 prevê a solução pacífica de controvérsias, mas disse que, na prática, prevalece a lógica do conflito.

“A oposição é essencial, mas o ódio pessoal é nocivo porque impede a construção de consensos”, afirmou. Para o emedebista, tanto governo quanto parte da oposição adotam o enfrentamento permanente, o que paralisa o país.

Constituição como “receita infalível”

Ao indicar caminhos para superar o impasse, Temer citou os artigos 1º e 37 da Constituição, que tratam da harmonia entre os Poderes e dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na administração pública. “Aí temos uma receita simples e infalível”, concluiu.

O ex-presidente reiterou que seu posicionamento não significa apoio automático a adversários do governo, mas um apelo para que o próximo chefe do Executivo tenha capacidade real de unir correntes divergentes em torno de um projeto comum.

Com informações de Gazeta do Povo