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Temer defende indicação de Moraes ao STF e diz que ministro garantiu eleições de 2022

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O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta terça-feira, 17 de março de 2026, que não se arrepende de ter escolhido Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ao participar do Fórum Pensa Brasil, promovido pela BandNews TV, o emedebista declarou que a presença do ministro foi decisiva para a realização das eleições gerais de 2022.

“Se não fosse ele no passado recente talvez não tivéssemos eleições no país”, disse Temer, ao responder sobre críticas às decisões do STF. Para o ex-presidente, Moraes demonstrou “coragem jurídica e pessoal extraordinárias” enquanto comandava o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na disputa presidencial daquele ano.

Críticas e inquéritos de grande repercussão

Questionado sobre o inquérito das fake news, aberto há sete anos e ainda em tramitação, Temer disse acreditar que o procedimento será concluído “em brevíssimo tempo”. Ele reconheceu que o Supremo tem sido alvo de questionamentos, inclusive da imprensa, mas defendeu a liberdade de expressão para que as instituições sejam criticadas quando necessário.

“A crítica vem de um setor com mais credibilidade, que é a imprensa brasileira”, afirmou, lembrando que a liberdade de expressão deve ser “plena”.

Kassab fala em “democracia doente”

Também presente ao evento, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, avaliou que a democracia brasileira está consolidada, mas “doente”. Segundo ele, é preciso aperfeiçoar a relação entre Judiciário e Legislativo, pois “o Judiciário extrapola em inúmeras oportunidades com invasão de competência”, citando ações que tratam de emendas parlamentares.

“Ex-presidente popularíssimo”

Temer ainda comentou a mudança de sua imagem após deixar o Palácio do Planalto. Segundo o ex-presidente, a impopularidade que enfrentou no cargo permitiu que avançasse em reformas consideradas impopulares, como a da Previdência e a do Ensino Médio. “Hoje sou um ex-presidente popularíssimo”, afirmou.

O Fórum Pensa Brasil reuniu autoridades e especialistas para discutir caminhos institucionais e econômicos do país.

Com informações de Gazeta do Povo