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TCU suspende inspeção no Banco Central sobre liquidação do Banco Master e leva tema ao plenário

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Brasília – O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu nesta quinta-feira (8) a inspeção que havia sido determinada no Banco Central (BC) para apurar os procedimentos da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em 18 de novembro de 2025.

A decisão também encaminha o assunto para o plenário da Corte em data ainda indefinida, já que o TCU permanece em recesso até o fim de janeiro.

Recurso do Banco Central

O BC recorreu ao tribunal alegando que uma diligência dessa magnitude não poderia ser autorizada individualmente pelo relator e, sim, por um colegiado. Jhonatan de Jesus acatou o argumento e afirmou que a repercussão pública do caso exige “análise mais ampla” para definir os limites de atuação do relator.

Repercussão no mercado

A expectativa de recuo existia desde quarta-feira (7), diante da reação negativa do mercado financeiro à inspeção. O presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, declarou que qualquer reversão da liquidação do Banco Master dependeria de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e que, até o momento, não há evidências suficientes de precipitação do BC.

Vital do Rêgo informou ainda que deve se reunir na próxima semana com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para discutir o tema.

Representação na PGR

No mesmo dia 7, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou representação ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra Jhonatan de Jesus. O parlamentar acusa o ministro de abuso de autoridade e classificou sua atuação como “absolutamente inconstitucional”, alegando risco à credibilidade do Banco Central e do sistema financeiro.

Contexto da liquidação

A liquidação do Banco Master ocorreu paralelamente à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga emissão de títulos falsos e outros crimes financeiros. O controlador da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso após tentar deixar o país.

Desde dezembro, o TCU tem questionado a atuação do Banco Central no processo, o que vem sendo interpretado por setores do mercado como tentativa de beneficiar Vorcaro, conhecido por manter relações com políticos influentes.

Com informações de Gazeta do Povo