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TCU vota hoje continuidade de inquérito sobre festas milionárias de Daniel Vorcaro em Trancoso

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O Tribunal de Contas da União (TCU) delibera nesta terça-feira (23) se prossegue ou arquiva a investigação sobre a participação de agentes públicos em eventos de luxo organizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, na praia de Trancoso, sul da Bahia.

Festas conhecidas como “Cine Trancoso”

Os encontros, que ocorreram entre 2021 e 2022 em uma mansão avaliada em R$ 300 milhões, ficaram conhecidos informalmente como “Cine Trancoso”. Segundo relatos de convidados, havia segurança reforçada, proibição de celulares e a presença de empresários de peso, investidores do mercado financeiro e representantes dos Três Poderes.

Foco da apuração

O Ministério Público junto ao TCU (MPTCU) quer saber se servidores federais utilizaram verbas públicas – como passagens, diárias ou estrutura estatal – para comparecer às festas, o que configuraria uso irregular de recursos da União e possível conflito de interesses.

Parecer técnico e possível arquivamento

A área técnica do tribunal recomendou encerrar o processo por falta de provas de gasto de dinheiro federal. O TCU só tem competência para atuar quando há indícios de uso de verbas da União. Mesmo assim, o relator, ministro Jorge Oliveira, pode rejeitar o parecer e determinar a continuidade da apuração caso considere os indícios suficientes.

Pressão política

Nos bastidores, parlamentares pressionam pelo arquivamento rápido, receosos de terem os nomes divulgados em listas de convidados. Ao mesmo tempo, oposicionistas citam o episódio para reforçar o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os negócios do extinto Banco Master, controlado por Vorcaro até sua liquidação.

Posicionamento da defesa

Advogados de Daniel Vorcaro negam qualquer irregularidade. Afirmam que as acusações partem de fontes não confiáveis, não apresentam relevância jurídica e têm objetivo de constranger o empresário.

A decisão do plenário do TCU definirá se a investigação segue adiante ou é arquivada por falta de elementos que indiquem uso de recursos federais.

Com informações de Gazeta do Povo