O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adiou a visita que faria na quinta-feira, 22 de janeiro, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal — conhecido como Papudinha — no Complexo da Papuda, em Brasília.
Em nota, a assessoria do Palácio dos Bandeirantes afirmou que o cancelamento se deve a “compromissos de governo” e que o governador solicitará ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma nova autorização para realizar a visita. Moraes já havia liberado o encontro.
Mais cedo, Tarcísio confirmara que pretendia visitar Bolsonaro para manifestar solidariedade e apoio. “Vou sobretudo visitar um grande amigo, ver se ele está precisando de alguma coisa e reforçar que ele sempre poderá contar comigo”, declarou o governador a jornalistas.
Contexto eleitoral
O adiamento ocorre em meio a especulações sobre a sucessão presidencial de 2026. De acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-presidente pretendia dizer a Tarcísio que sua reeleição em São Paulo é estratégica para derrotar o PT. Embora fosse cotado para concorrer ao Planalto, o governador reitera que não disputará a Presidência e apoia a candidatura do senador.
Papel de aliados e recentes críticas
No último fim de semana, Flávio defendeu a união da direita, destacando Tarcísio como “aliado fundamental” e atribuindo à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro um “papel importantíssimo” nas eleições municipais deste ano.
Dias antes, Tarcísio e Michelle foram criticados por setores conservadores após curtirem publicação da primeira-dama paulista, Cristiane Freitas, afirmando que o Brasil “precisa de um novo CEO”. O episódio foi questionado pelo ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) e pelo jornalista Allan dos Santos; Michelle rebateu chamando o comunicador de “boneco de ventríloquo de canalhas”.
Por enquanto, não há previsão de nova data para o encontro entre o governador paulista e o ex-presidente.
Com informações de Gazeta do Povo