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Suspeitas de contratos milionários expõem ministros do STF em meio ao inquérito das fake news

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Brasília — Sete anos após a abertura do inquérito das fake news, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passaram a ser citados em denúncias de envolvimento no que a Gazeta do Povo classifica como o maior escândalo de corrupção do sistema financeiro nacional. A publicação, de 14 de março de 2026, relata contratos de consultoria que ultrapassam a casa das dezenas de milhões de reais e acusa parentes de magistrados de receberem depósitos sigilosos.

De acordo com o jornal, familiares de integrantes da Corte firmaram negócios com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, alvo de investigação por fraude bancária. Entre os valores apontados, constam:

  • R$ 129 milhões em serviços de consultoria destinados à esposa do ministro Alexandre de Moraes;
  • Recursos para um resort pertencente à família do ministro Dias Toffoli;
  • Despesas com jantares de luxo, viagens em jatinhos e outras vantagens.

Segundo o texto, as suspeitas de favorecimento contrastam com a narrativa de “defesa da democracia” que marcou o inquérito das fake news. Nesse período, o STF determinou o bloqueio de perfis em redes sociais, retirou reportagens do ar e autorizou prisões de cidadãos comuns e parlamentares. A Corte também aplicou penas consideradas pela reportagem “severas” a centenas de manifestantes envolvidos nos atos de 8 de janeiro, além de condenar o ex-presidente da República e auxiliares diretos.

O jornal recorda ainda que críticos das decisões do Supremo, como a ex-juíza Ludmila Lins Grillo, os comentaristas Rodrigo Constantino, Paulo Figueiredo, Monark e Allan dos Santos, o ex-assessor Eduardo Tagliaferro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, deixaram o país para evitar medidas judiciais.

A matéria também faz referência ao conceito de “flagrante perpétuo”, adotado por Alexandre de Moraes para justificar a prisão de um parlamentar após a divulgação de um vídeo considerado ofensivo à Corte. Para a Gazeta do Povo, a interpretação ignorou a prerrogativa de imunidade parlamentar prevista na Constituição.

A publicação afirma que o número de brasileiros que dizem não confiar no STF aumentou depois que vieram à tona as relações financeiras entre empresários investigados e familiares de ministros. O jornal sustenta que a revelação dos contratos reforçou questionamentos sobre eventuais abusos de autoridade e suposto uso político do inquérito das fake news.

Os ministros citados e o Banco Master não se manifestaram sobre as novas acusações até a última atualização da reportagem.

Com informações de Gazeta do Povo