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STF estende por 60 dias investigação da PF sobre fraudes no Banco Master

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Brasília – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (18/03/2026) a prorrogação por mais 60 dias do inquérito da Polícia Federal (PF) que apura supostas fraudes financeiras envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o liquidado Banco Master.

No despacho, Mendonça justificou a ampliação do prazo pela “necessidade de diligências imprescindíveis ao esclarecimento dos fatos”, atendendo a solicitação da PF.

Volume de provas ainda em análise

Investigadores relataram que ainda resta uma grande quantidade de material a ser periciado. Apenas um dos oito celulares de Vorcaro apreendidos em duas fases da operação Compliance Zero passou por perícia até agora. Ao todo, mais de 100 aparelhos eletrônicos, além de computadores e documentos, foram recolhidos nas três etapas da operação.

Pressão sobre a corporação

No mesmo dia da decisão do STF, o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, afirmou em evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo, que a corporação “não será intimidada” e seguirá investigando “quem quer que seja”.

Acesso restringido a dados pessoais

Duas semanas antes, Mendonça havia determinado que a PF filtrasse dados íntimos de Vorcaro, apreendidos durante as investigações, antes de repassá-los à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O objetivo é manter na CPMI apenas informações ligadas às fraudes financeiras, após vazamento de conversas privadas do banqueiro.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que a Polícia Legislativa apura o acesso de assessores parlamentares à “sala-cofre” da comissão e os vazamentos subsequentes.

Esquema começou com venda de carteiras sem lastro

O inquérito teve origem na venda de carteiras de crédito supostamente sem garantia do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) por R$ 12 bilhões, em 2025. As apurações apontam ainda o envolvimento de outras instituições, autoridades públicas e de dois servidores do Banco Central que teriam repassado informações sigilosas a Vorcaro em troca de propina.

O banqueiro foi preso pela segunda vez há duas semanas e transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. Há indícios de negociação de acordo de delação premiada.

Com a nova extensão, a PF tem até meados de maio para concluir as diligências e apresentar relatório ao STF.

Com informações de Gazeta do Povo