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STF e CPMI quebram sigilos de Lulinha e acirram disputa política em 2026

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Brasília — O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS autorizaram a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República. A decisão, tomada em meio a investigações sobre supostos desvios de cerca de R$ 6 bilhões na Previdência, eleva a temperatura entre governo e oposição no ano que antecede as eleições de 2026.

Dupla autorização

A primeira determinação partiu do STF em janeiro, após pedido da Polícia Federal. Já a CPMI, composta por deputados e senadores, confirmou a medida em sessão marcada por discussões acaloradas e até agressões verbais. Durante o encontro, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) exibiu um cartaz com a palavra “procurado” ao lado do nome de Lulinha, provocando parlamentares governistas.

Focos da investigação

A apuração mira um esquema que, segundo os investigadores, envolve sindicatos e prestadores de serviço acusados de fraudar benefícios do INSS. Mensagens interceptadas citam transferência de recursos a Fábio Luís e registram viagem dele a Lisboa ao lado de um dos operadores do suposto esquema. Há ainda suspeita de participação como sócio oculto em empresas de cannabis medicinal que teriam recebido verba desviada.

O que a quebra de sigilo permite

Com a autorização judicial, investigadores terão acesso a extratos bancários, declarações de Imposto de Renda e comunicações eletrônicas do empresário. O objetivo é comparar movimentações financeiras e patrimônio declarado para verificar compatibilidade com rendimentos oficiais.

Posicionamento da defesa

Em nota, os advogados de Lulinha afirmam que ele “não praticou qualquer ilícito” e classificam a medida como “desnecessária e esdrúxula”. A defesa lembra que o empresário se colocou à disposição das autoridades para depoimentos voluntários e alega que a quebra de sigilo busca apenas explorar politicamente o seu nome.

Repercussão no cenário eleitoral

Líderes oposicionistas enxergam na decisão munição para vincular o governo a escândalos de corrupção durante a campanha de 2026. Para analistas, o Planalto tentou, sem sucesso, evitar a votação na CPMI, somando uma derrota política que pode ampliar o desgaste em meio à insatisfação popular com economia estagnada e carga tributária elevada.

O acesso aos dados de Fábio Luís deve ocorrer nas próximas semanas, quando banco e Receita Federal forem oficialmente notificados. A CPMI planeja, ainda, convocar o empresário para prestar esclarecimentos presenciais.

Com informações de Gazeta do Povo