Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) participam, na noite desta quinta-feira (12), de uma segunda reunião fechada para discutir a permanência do ministro Dias Toffoli na relatoria do inquérito que envolve o Banco Master.
O encontro foi marcado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, poucas horas depois de a Polícia Federal entregar ao tribunal o relatório extraído do telefone celular do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do banco, que traz menções a Toffoli.
A primeira etapa da reunião, realizada no gabinete da Presidência do STF, durou 2 horas e 15 minutos. A continuidade está prevista para começar às 20h. Os ministros André Mendonça e Luiz Fux acompanham o debate por videoconferência.
Ao término da sessão inicial, Toffoli deixou sozinho o edifício-sede do Supremo e não respondeu se retornará para a segunda parte nem se manterá à frente da investigação. Outros membros do tribunal também evitaram comentar o assunto ao passar pelos jornalistas.
O inquérito conduzido por Toffoli é alvo de questionamentos desde que ele o avocou para o STF, motivado por um contrato imobiliário entre um deputado federal e Vorcaro — documento que, segundo investigadores, não está sob apuração. Em seguida, o ministro elevou o grau de sigilo dos autos.
Mais cedo, em nota oficial, Toffoli confirmou ser sócio, juntamente com os irmãos, da empresa Maridt. A firma detinha participação no resort Tayaya, em Ribeirão Claro (PR), vendida em 2021 ao Fundo Arleen e, em 2025, à PHD Holding. O Arleen mantinha investimentos de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado por supostas fraudes no mercado financeiro. O ministro nega amizade com Vorcaro e rejeita ter recebido pagamentos do empresário.
Com informações de Gazeta do Povo