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STF celebra nove anos de Alexandre de Moraes enquanto enfrenta desconfiança pública

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Brasília — O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou, nesta semana, sessão solene para marcar os nove anos da posse do ministro Alexandre de Moraes. Presidindo a cerimônia, o ministro Edson Fachin disse ter orgulho de retomar o costume de homenagear cada integrante da Corte na data de ingresso.

Elogios no plenário

Durante a comemoração, o decano Gilmar Mendes afirmou que o Brasil possui “dívida histórica” com Moraes e atribuiu ao colega o papel de ter afastado “setores que buscavam desacreditar o sistema eleitoral”. O ministro citou o inquérito das fake news como instrumento decisivo nessa atuação.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também discursou, classificando o homenageado como “desassombrado, brioso, denodado, intrêmulo e eficiente” em seus nove anos de jurisdição no STF.

Contexto de crise

A celebração ocorre em meio à pior crise reputacional vivida pela Corte em 135 anos, segundo a própria avaliação do tribunal, e a um cenário em que 60% dos brasileiros declararam desconfiança no STF. O ambiente é agravado por suspeitas sobre contratos, negócios e consultorias milionárias mantidos por ministros com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Críticos apontam que, nos discursos, não houve menção às prisões preventivas em massa relacionadas aos atos de 8 de janeiro, ao uso de dados biométricos do Tribunal Superior Eleitoral para bloqueios em redes sociais nem às decisões monocráticas que autorizaram buscas, quebras de sigilo e remoções de conteúdo.

Desdobramentos do caso Vorcaro

Horas antes da sessão comemorativa, Daniel Vorcaro foi transferido de helicóptero para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília para iniciar tratativas de delação premiada. O ministro André Mendonça, relator do processo no STF, sinalizou que não aceitará colaboração que deixe de citar eventuais políticos ou magistrados envolvidos.

Em meio aos elogios, o tribunal segue pressionado a oferecer explicações sobre as denúncias que relacionam ministros a contratos com o Banco Master e a adotar medidas para recuperar a confiança da opinião pública.

Com informações de Gazeta do Povo