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STF bloqueia acesso a vídeos de festas com autoridades apreendidos no caso Banco Master

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Brasília – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o sigilo de arquivos extraídos de celulares e computadores do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, impedindo que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS consulte o material guardado na chamada “sala-cofre” do Senado.

O que está sob sigilo

Entre os documentos há registros de supostas fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social, além de fotos e vídeos de festas privadas em mansões de luxo. Nessas imagens, políticos, magistrados e modelos aparecem em situações íntimas consideradas potencialmente comprometedoras.

Motivo da decisão

A ordem judicial foi emitida para evitar novos vazamentos, como o que já ocorreu com mensagens pessoais de Vorcaro. Pela legislação, se provas forem divulgadas sem autorização ou violarem a vida privada, todo o processo criminal pode ser anulado, o que beneficiaria investigados.

Críticas de especialistas

Juristas ouvidos por órgãos de imprensa contestam a medida, alegando que o limite entre vida pessoal e interesse público se rompe quando eventos particulares seriam usados para negociatas ou chantagem. Também há acusações de que o STF protegeria a imagem de autoridades sob o argumento de preservar a intimidade.

Suspeita de “dossiê de proteção”

A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que Vorcaro gravava deliberadamente as festas para manter influência sobre convidados influentes. Esse acervo funcionaria como garantia de apoio político ou judicial, caso o ex-banqueiro enfrentasse processos.

Efeitos sobre a CPMI do INSS

Com o bloqueio, parlamentares ficam impedidos de acessar parte dos discos rígidos e documentos que poderiam revelar uma rede de contatos entre o antigo Banco Master e agentes públicos. Enquanto isso, a investigação da Polícia Federal foi prorrogada por mais 60 dias.

Sem previsão de liberação integral dos arquivos, a CPMI vê seu cronograma comprometido, pois depende dos dados agora submetidos à filtragem da PF antes de qualquer eventual remessa ao Congresso.

Com informações de Gazeta do Povo