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STF agenda decisão sobre novas exigências para impeachment de ministros

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Brasília — O Supremo Tribunal Federal (STF) avaliará, de 12 a 19 de dezembro, duas ações que propõem tornar mais rígido o processo de impeachment de seus ministros.

As ações foram liberadas para julgamento pelo ministro Gilmar Mendes e serão analisadas no plenário virtual da Corte, ambiente em que os magistrados depositam seus votos eletronicamente, sem debates presenciais.

O que muda nas regras

Atualmente, qualquer cidadão pode apresentar pedido de impeachment contra um ministro do STF, e a denúncia é admitida pelo Senado por maioria simples. As ações em pauta sugerem duas alterações principais:

Legitimidade exclusiva da Procuradoria-Geral da República (PGR) para oferecer a denúncia;
Adoção de quórum de dois terços do Senado para aceitar o pedido, em lugar da maioria simples hoje exigida.

Argumentos a favor das mudanças

Os autores das ações e a própria PGR defendem que as regras vigentes, estabelecidas em 1950, deixam os ministros suscetíveis a pressões políticas. Para eles, a possibilidade de qualquer cidadão iniciar o processo ameaça a independência do Judiciário.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também se posicionou contra o afastamento automático do ministro caso o processo seja aberto e lembrou que divergências de interpretação da lei não configuram crime de responsabilidade.

Posição do Senado

A Advocacia do Senado sustenta a manutenção da legislação atual. O órgão afirma que permitir a qualquer cidadão apresentar a denúncia é um mecanismo legítimo de controle previsto no sistema de freios e contrapesos, e que eventuais mudanças não cabem ao Judiciário.

A decisão do STF será conhecida após o encerramento da votação no plenário virtual, previsto para 19 de dezembro.

Com informações de Gazeta do Povo