O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, afirmou que movimentos sociais latino-americanos devem organizar brigadas para prestar apoio ao governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, caso o país sofra uma invasão dos Estados Unidos.
A declaração foi feita em 17 de outubro de 2025, durante participação no programa Conexão BDF, veiculado pelo portal Brasil de Fato. Stédile explicou que a intenção não é colocar militantes na linha de frente de combate, mas auxiliá-los em atividades logísticas, como “plantar feijão e cozinhar” para as tropas venezuelanas.
No mesmo pronunciamento, o dirigente do MST pediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adote uma postura “mais dura” em relação ao ex-mandatário norte-americano Donald Trump, a quem classificou como “um misto de maluco com fascista”.
Stédile também previu uma “derrota histórica” dos EUA, comparável às vividas no Afeganistão e no Vietnã, caso optem por uma ofensiva terrestre contra a Venezuela.
Sobre a participação direta do MST em eventuais combates, ele foi categórico: “Não temos formação militar para isso e nem devemos.” Mesmo assim, garantiu que o movimento pode “fazer mil e uma coisas” para sustentar a resistência venezuelana.
O líder sem-terra ainda assegurou que Maduro “nunca teve tanto apoio popular” e que forças civis locais realizam treinamentos todos os sábados e domingos, evitando comprometer a jornada de trabalho durante a semana.
Com informações de Gazeta do Povo