Um laudo assinado por quatro médicos peritos da Polícia Federal descreve que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta soluços incoercíveis com frequência de 30 a 40 episódios por minuto, quadro que se mantém sem qualquer remissão durante os exames clínicos.
O documento serviu de base para a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgada nesta sexta-feira (19/12). O magistrado autorizou a realização de cirurgia, mas negou o pedido de transferência para prisão domiciliar, determinando que todo o atendimento ocorra dentro do sistema prisional e respeite os horários da Superintendência Regional da PF.
Complicações médicas
Segundo os peritos, a persistência dos soluços elevou a pressão intra-abdominal, provocando hérnias inguinais bilaterais. O laudo também aponta refluxo gastroesofágico e sinais de aspiração pulmonar, responsáveis por tosse crônica e forte privação de sono.
Diante do quadro, a junta recomendou a realização de herniorrafia inguinal bilateral. Embora necessária para aliviar o sofrimento físico, a intervenção foi classificada como eletiva, sem risco de morte iminente.
Situação jurídica
Bolsonaro cumpre 27 anos e 3 meses de pena em regime fechado pela tentativa de golpe de Estado. A negativa do STF mantém o ex-presidente nesse regime, enquanto a data da cirurgia será marcada “o mais breve possível”, conforme orientação médica da PF.
Manifestação da equipe médica
Responsável pelo caso, o cirurgião Cláudio Birolini afirmou à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, que aguarda o despacho formal de Moraes para internar Bolsonaro e iniciar o preparo pré-operatório.
A perícia oficial também considerou “tecnicamente pertinente” o bloqueio do nervo frênico para conter os soluços, recomendando sua realização o quanto antes devido à falha de tratamentos anteriores e ao risco de agravamento das hérnias.
Com a manutenção do regime fechado, o ex-presidente deverá receber acompanhamento médico dentro das dependências da Polícia Federal até a conclusão do procedimento cirúrgico.
Com informações de Direita Online