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Senadores aliados de Lula planejam deixar CPMI do INSS após oposição assumir comando

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Pelo menos três senadores próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretendem abandonar, nos próximos dias, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes e descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A debandada ganhou força depois de a oposição conquistar a presidência e a relatoria do colegiado, instalados em 27 de agosto. O primeiro a deixar o grupo foi o senador Otto Alencar (PSD-BA), substituído pela senadora Augusta Brito (PT-CE). Agora, a expectativa é de que Omar Aziz (PSD-AM), derrotado na disputa pela presidência da CPMI, e Renan Calheiros (MDB-AL) oficializem suas saídas.

Nos bastidores, parlamentares governistas classificam o ambiente como “imprevisível” e apontam risco de quebras de sigilo que poderiam extrapolar o caso dos descontos fraudulentos. Em ano pré-eleitoral, aliados avaliam que o desgaste de defender o governo na comissão deve recair sobre integrantes do próprio PT. Como titulares, permanecem Augusta Brito, Rogério Carvalho (SE) e Fabiano Contarato (ES).

Para coordenar a ação da base, o Palácio do Planalto escalou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social. No início da semana, a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) reuniu senadores e deputados aliados e determinou que não faltem às reuniões nem às votações de requerimentos.

A orientação ocorre após a ausência de governistas permitir a eleição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência da CPMI e do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) para a relatoria, ambos ligados à oposição. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), reconheceu a falha e colocou o cargo à disposição.

Integrantes da base foram avisados de que viagens oficiais devem ser canceladas ou procedimentos médicos eletivos adiados enquanto durar a comissão, que pode funcionar por até seis meses. O objetivo é garantir quórum em votações decisivas e, assim, reduzir o potencial de desgaste para o presidente Lula.

Com informações de Gazeta do Povo