Home / Política / Senado aciona STF para reverter liminar de Dino que impediu quebra de sigilo de Lulinha

Senado aciona STF para reverter liminar de Dino que impediu quebra de sigilo de Lulinha

ocrente 1773368354
Spread the love

Brasília – A Advocacia do Senado ingressou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a liminar concedida pelo ministro Flávio Dino, em 12 de março de 2026, que sustou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, investigado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Senado alega invasão de competência

No pedido, o Legislativo sustenta que a decisão de Dino impõe exigências não previstas na Constituição e interfere na autonomia do Congresso. A Casa argumenta que a motivação para a quebra de sigilo já constava nos requerimentos individuais aprovados e que a votação em bloco é prevista no regimento interno como forma de agilizar sessões com pautas extensas.

Entendimento de Dino

Ao barrar o acesso às informações de Fábio Luís, o ministro afirmou que medidas invasivas só podem ser autorizadas mediante justificativa pormenorizada para cada investigado, evitando violações a direitos fundamentais como a privacidade. Para Dino, aprovar vários pedidos “em globo” fere garantias constitucionais.

Impacto na atuação das CPIs

O Senado sustenta que a liminar restringe o poder investigatório das comissões, que, segundo a Constituição, possuem prerrogativas equiparadas às de autoridades judiciais. A defesa parlamentar alega que exigir fundamentação detalhada “padrão Judiciário” pode comprometer a celeridade de apurações complexas.

‘Ato interna corporis’

No recurso, a Casa lembra o entendimento do próprio STF de que questões meramente regimentais – classificadas como atos interna corporis – não estão sujeitas a controle judicial. Para os advogados do Senado, a forma de votação adotada pela CPMI enquadra-se nesse conceito.

Próximos passos

O plenário do Supremo analisará o caso em sessão virtual marcada para o período de 13 a 20 de março de 2026. Os ministros decidirão se mantêm a liminar de Flávio Dino ou devolvem à CPMI do INSS acesso aos dados financeiros de Fábio Luís Lula da Silva e demais investigados.

Com informações de Gazeta do Povo