Brasília, 13 ago. 2025 – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta quarta-feira (13) que a decisão dos Estados Unidos de anular vistos de ex-servidores ligados ao programa Mais Médicos representa um sinal de que integrantes dos Três Poderes brasileiros podem ser alvo de futuras sanções.
A revogação foi anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Segundo ele, funcionários e ex-funcionários do governo Dilma Rousseff (PT) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) teriam contribuído para “enriquecer o regime cubano” por meio de um esquema de exportação de mão de obra médica considerado coercitivo.
Parlamentar cumpre agenda em Washington
Eduardo Bolsonaro está em Washington, D.C., para articular novas medidas contra autoridades brasileiras. “Nem ministros, nem burocratas dos escalões inferiores, nem seus familiares estão imunes”, afirmou o deputado em nota, ao citar a ordem de Rubio.
No mesmo comunicado, o parlamentar reiterou críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), associando ambos a tentativas de implantar um “regime autoritário” no país.
Quem perdeu o visto
Entre os nomes tornados inelegíveis para entrar nos Estados Unidos estão:

Imagem: Bruno Spada via gazetadopovo.com.br
- Mozart Julio Tabosa Sales – secretário de Atenção Especializada à Saúde. No governo Dilma, foi chefe de gabinete e secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde.
- Alberto Kleiman – diretor do Departamento de Relações Internacionais do Ministério da Saúde na gestão Dilma. Atuou ainda, de abril a dezembro de 2024, como diretor de Relações Institucionais e Parcerias da Secretaria Extraordinária para a COP 30, no governo Lula. Atualmente, coordena assuntos da COP 30 na Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
Rubio classificou o Mais Médicos como “golpe diplomático inconcebível” e argumentou que o programa submetia profissionais cubanos a condições de trabalho forçado.
Eduardo Bolsonaro informou que continuará as reuniões na capital norte-americana nesta quinta-feira (14) para discutir outras possíveis restrições a dirigentes brasileiros.
Com informações de Gazeta do Povo