Brasília – A exoneração de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça, confirmada na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, elevou para 15 o número de substituições na equipe ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início do terceiro mandato.
As mudanças têm ocorrido em meio a pressões políticas, crises setoriais e negociações com partidos do Centrão. Lewandowski alegou motivos pessoais para deixar o cargo, mas enfrentava críticas por resultados na segurança pública e pelo episódio envolvendo consultoria prestada ao Banco Master.
Rotina de substituições
Entre as alterações mais recentes e de maior impacto estão:
- Gonçalves Dias por Marcos Antônio Amaro dos Santos no Gabinete de Segurança Institucional;
- Daniela Carneiro por Celso Sabino no Turismo;
- Ana Moser por André Fufuca no Esporte;
- Flávio Dino por Ricardo Lewandowski na Justiça;
- Silvio Almeida por Macaé Evaristo nos Direitos Humanos;
- Nísia Trindade por Alexandre Padilha na Saúde;
- Carlos Lupi por Wolney Queiroz na Previdência;
- Cida Gonçalves por Márcia Lopes no Ministério das Mulheres;
- Paulo Pimenta por Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação;
- Márcio Macêdo por Guilherme Boulos na Secretaria-Geral;
- Alexandre Padilha por Gleisi Hoffmann nas Relações Institucionais;
- Márcio França por Silvio Costa Filho em Portos e Aeroportos, com França remanejado para a Secretaria de Empreendedorismo.
38 cargos com status de ministro
O governo Lula mantém 38 postos com status de ministério — 31 pastas formais e sete secretarias ou órgãos equiparados. O total é inferior apenas ao registrado na gestão Dilma Rousseff, que chegou a 39.
Interino na Justiça e possível desmembramento
Enquanto o Planalto define o sucessor permanente de Lewandowski, o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto responde interinamente pela Justiça. Assessores presidenciais avaliam recriar o Ministério da Segurança Pública, o que abriria espaço para mais nomeações. Entre os cotados estão o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e outros quadros políticos aliados.
Efeito eleitoral pode ampliar a dança das cadeiras
Com o prazo de desincompatibilização de ministros que pretendem disputar as eleições de 2026 se encerrando em abril, estimam-se pelo menos mais 19 mudanças na Esplanada. A próxima troca especulada envolve o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
As movimentações consolida-se como ferramenta central de articulação política do Palácio do Planalto junto ao Congresso Nacional em ano eleitoral.
Com informações de Gazeta do Povo