Brasília – O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quinta-feira (4) que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado só analisará em 2026 a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Randolfe, o tempo disponível até o fim de 2025 é insuficiente para a tramitação adequada do processo. “É um tema que vamos tratar no ano que vem”, declarou a jornalistas.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), endossou o adiamento. Ele disse que, em dezembro, a Casa irá votar apenas matérias relacionadas ao Orçamento.
Indicação e impasse
Messias, atual advogado-geral da União, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 20 de novembro, com publicação no Diário Oficial da União na mesma data.
Alcolumbre preferia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga. Insatisfeito, marcou a sabatina de Messias para 10 de dezembro, dando pouco tempo para o indicado buscar apoio entre os senadores.
O Palácio do Planalto, porém, reteve a mensagem oficial que formalizaria o início do rito no Senado. Sem o documento, Alcolumbre cancelou a sessão. Em nota, classificou a retenção como “grave e sem precedentes” e afirmou que a medida interferiu na prerrogativa do Legislativo de definir o cronograma.
Com a definição de Randolfe e o respaldo de Alcolumbre, a sabatina de Jorge Messias seguirá agora para 2026.
Com informações de Gazeta do Povo