A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu dois pontos percentuais em agosto, mas continua acima da aprovação, segundo levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (20). A pesquisa aponta 51% de avaliação negativa e 46% de avaliação positiva do petista. Outros 3% não souberam ou não responderam.
Variação em relação a julho
Em comparação com o estudo anterior, realizado em julho, a aprovação subiu de 43% para 46%, enquanto a desaprovação recuou de 53% para 51%. A variação coincide com a margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Avaliação do desempenho
Quando a Quaest questionou especificamente sobre o desempenho do governo, 31% classificaram a gestão como positiva (28% em julho), 39% como negativa (40% em julho) e 27% como regular. Outros 3% não opinaram.
Recorte regional
O apoio cresceu sobretudo nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, enquanto a desaprovação recuou discretamente no Sudeste e no Sul. Entre os estados pesquisados, a avaliação negativa predomina em São Paulo (65%), Minas Gerais (59%), Rio de Janeiro (62%), Paraná (64%), Rio Grande do Sul (62%) e Goiás (66%). A aprovação supera a desaprovação apenas na Bahia (60%) e em Pernambuco (62%).
Caminho do país
Para 57% dos entrevistados, o governo Lula conduz o país na direção errada; 36% consideram a direção correta. Entre os eleitores que não se declaram apoiadores nem de Lula nem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 61% veem o rumo do país como equivocado.
Comparação com Bolsonaro
Na comparação direta entre os dois últimos governos, 43% afirmam que a gestão Lula é melhor que a de Bolsonaro (40% em maio), enquanto 38% dizem ser pior (44% em maio). Para 16%, os dois governos são iguais; 3% não responderam.
Percepção econômica
A Quaest relaciona a leve melhora na imagem do governo à sensação de alívio nos preços dos alimentos e à reação de Lula ao tarifaço de 50% anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Dezoito por cento dos entrevistados relataram queda nos preços em supermercados, ante 8% em julho. Ainda assim, 60% disseram que os preços subiram no último mês.

Imagem: Marcelo Camargo via gazetadopovo.com.br
Em relação ao poder de compra, 16% percebem melhora em comparação a um ano atrás, enquanto 70% apontam redução. Para 55%, está mais difícil conseguir emprego; 34% dizem estar mais fácil.
Nos últimos 12 meses, 46% consideram que a economia piorou, 22% veem melhora e 30% não observaram mudança. Olhando para os próximos 12 meses, a expectativa divide os brasileiros: 40% projetam melhora e 40% preveem piora; 17% não esperam alteração.
Metodologia
O instituto ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Com informações de Gazeta do Povo