Brasília, 9 nov. 2025 – O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a defender a mudança do irmão Carlos Bolsonaro (PL-RJ) para Santa Catarina a fim de disputar uma das vagas ao Senado em 2026. Em vídeo divulgado no sábado (8), o parlamentar afirmou que uma eventual desistência do vereador carioca representaria “derrota” para o ex-presidente Jair Bolsonaro e enfraqueceria a direita em todo o país.
“Se ele recuar, isso seria visto como uma derrota do próprio Bolsonaro. Seria interpretado da mesma forma nos outros 26 estados onde há disputas para o Senado”, declarou o filho 03 do ex-chefe do Executivo.
Crítica a Ana Campagnolo
Eduardo direcionou críticas à deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), que se posicionou publicamente contra a troca de domicílio eleitoral de Carlos em defesa da pré-candidatura ao Senado da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC). Segundo ele, Campagnolo tornou uma questão interna do partido “assunto de praça pública” e ignorou a liderança de Jair Bolsonaro dentro do PL.
“Tentei resolver internamente, ligando e conversando com a deputada. Dentro de um partido liderado por Jair Bolsonaro, o que ele fala deve ser seguido”, disse.
Estratégia eleitoral
Eduardo ressaltou o papel de Carlos na campanha presidencial de 2018, quando coordenou as redes sociais que impulsionaram a vitória do pai. Ele lembrou ainda que o vereador pretende renunciar ao mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro em dezembro e se transferir para São José (SC), cidade vizinha a Florianópolis.
O deputado afirmou não ver fundamento na resistência inicial dentro do partido catarinense: “Não há acusação de desonestidade ou falta de qualificação; apenas dizem que ele não é de Santa Catarina, e isso é superável”.
Disputa interna no PL catarinense
A divergência envolve também a coligação já alinhada entre PL e Progressistas para a tentativa de reeleição do governador Jorginho Mello (PL-SC). Pelo acordo, Esperidião Amin (PP-SC) buscaria novo mandato no Senado, enquanto a segunda vaga ficaria com o PL. Campagnolo sustenta que o arranjo incluía Caroline de Toni, apoiada por prefeitos e empresários locais e referendada publicamente por Mello.
Com a possível chegada de Carlos Bolsonaro, a pré-candidatura de De Toni pode ser barrada, aumentando a insatisfação de parte do PL catarinense. Eduardo acusou Campagnolo de “convidar à rebelião” contra a orientação da sigla.
Questionamento a humorista
No mesmo vídeo, Eduardo Bolsonaro contestou a imparcialidade do humorista Paulo Souza, que saiu em defesa de Campagnolo. O parlamentar alegou que a esposa do humorista trabalha no gabinete da deputada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), o que, segundo ele, deveria ter sido informado ao público.
Com informações de Gazeta do Povo