Brasília – O anúncio de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disputará a Presidência da República em 2026, feito por ele próprio nesta sexta-feira (5), desencadeou reações imediatas dentro e fora da direita.
Endossos no campo bolsonarista
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já havia sinalizado interesse na vaga, aderiu à escolha do pai e compartilhou, em inglês, o vídeo no qual Flávio confirma ter recebido o “aval” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto afirmou ter ouvido de Flávio que “o nosso capitão confirmou sua pré-candidatura” e declarou: “Se Bolsonaro falou, está falado!”.
Líder da bancada do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) reproduziu a nota oficial do partido: “Estarei junto com Flávio presidente em 2026”. Já a deputada Bia Kicis (PL-DF) escreveu: “Parabéns, Flávio! Conte comigo!”.
Entre os apoiadores também se manifestaram os deputados Paulo Bilynskyj e Mário Frias (ambos PL-SP). Frias declarou “apoio total” e chamou Flávio de “soldado” na “batalha que vier”. O jornalista Paulo Figueiredo avaliou que a base bolsonarista deve receber a candidatura “com enorme entusiasmo”.
Silêncio de Michelle e citação a Tarcísio
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, até então cotada como possível nome do grupo, não se pronunciou. Segundo interlocutores, só deverá comentar após nova visita ao marido; na visita de quinta-feira (3), o tema não teria sido mencionado.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como opção alternativa, reafirma a intenção de buscar a reeleição estadual.
Críticas da oposição
Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ) classificou a indicação do filho do ex-presidente como “previsível” e disse que a escolha de Tarcísio seria “o beijo da morte” para a família Bolsonaro. “Para nós, o nome é indiferente; Lula será reeleito”, declarou.
Antes da confirmação de Flávio, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou ao jornal O Globo que a decisão “entrega a eleição para Lula” e isola o PL “na extrema-direita”. Paulinho relata o projeto de lei que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, proposta que pode beneficiar Bolsonaro.
Com o endosso público do ex-presidente, o PL passa a tratar Flávio Bolsonaro como pré-candidato oficial à sucessão de 2026, enquanto aguarda os próximos movimentos de aliados e adversários.
Com informações de Gazeta do Povo