Brasília — 03/02/2026. O governador do Paraná e pré-candidato à Presidência da República, Ratinho Junior (PSD), defendeu nesta terça-feira (3) uma ampla reforma do Judiciário que inclua limites aos chamados “penduricalhos” e parâmetros objetivos para a escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em entrevista ao SBT News, Ratinho Junior afirmou que a revisão do sistema judicial é “mais profunda que discutir nome A ou B” e precisa contemplar todo o arcabouço de benefícios que elevam a remuneração de magistrados acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil.
Regras para futuras indicações
O pré-candidato propôs que os futuros integrantes do STF sejam, necessariamente, juízes de carreira, com “passado extremamente limpo” e, preferencialmente, idade mínima de 60 anos, garantindo experiência acumulada na magistratura. “Tem que ser repensado”, reforçou ao comentar as vantagens extras pagas nos tribunais de todo o país.
Indulto a condenados de 8 de janeiro
Questionado sobre a possibilidade de indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado e detido na Papudinha, em Brasília, Ratinho Junior negou ter sugerido perdão individual. O governador disse apoiar um possível indulto coletivo, abrangendo todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, desde que o Congresso discuta a dosimetria das penas. “Precisamos trazer essa tranquilidade”, declarou.
Ratinho Junior também avaliou que a autocontenção do STF e a criação de um código de ética para os ministros devem integrar o debate legislativo. Segundo ele, cabe ao Congresso aprofundar as discussões e aprovar mudanças que modernizem o Judiciário “como um todo”.
Com informações de Gazeta do Povo