O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou nesta segunda-feira (29) um manual digital de 93 páginas com orientações para militantes que atuam nas redes sociais em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e às principais pautas do governo federal.
Produzido pela rede Pode Espalhar, vinculada à legenda, o documento concentra recomendações jurídicas e estratégias de comunicação para reduzir risco de processos judiciais e organizar a produção de conteúdo on-line. Embora não cite diretamente a disputa eleitoral de 2026, o texto sugere métodos de enfrentamento a adversários políticos, com foco no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Diretrizes de linguagem e uso de memes
A cartilha incentiva a utilização de memes, cortes de vídeos e outros formatos populares, desde que baseados em imagens públicas, sem deturpar o material original e com indicação de autoria ou fonte. Termos como “fascista”, “genocida” e “corrupto” devem ser evitados; em lugar deles, o partido orienta explicar o motivo da crítica de forma detalhada e respaldada em dados.
Evitar riscos legais
Há orientações explícitas para que não se atribuam crimes a opositores sem decisão judicial, nem se façam ataques à vida privada. O texto também lista procedimentos a adotar caso militantes recebam notificações extrajudiciais ou ações na Justiça.
Contraste com adversários
O documento propõe destacar diferenças entre o projeto petista e o de rivais, enfatizando políticas sociais, combate à fome e transparência. Bolsonaro é citado várias vezes como exemplo de contraponto, sempre com a recomendação de contextualizar dados e “desmascarar contradições”.
Atuação permanente nas plataformas
Segundo o manual, os algoritmos das grandes redes exigem “ação permanente de diálogo, convencimento e mobilização” para ampliar o alcance de conteúdos que mostrem ações consideradas positivas do governo.
No encerramento, a cartilha reforça o apoio ao terceiro mandato de Lula, classificado como etapa de “reconstrução do País” com retomada de programas sociais e novos projetos voltados à população.
Com informações de Direita Online