O Partido dos Trabalhadores (PT) retomou as negociações com o grupo político do ex-governador Roberto Requião e avalia apoiar Requião Filho (PDT) na disputa pelo governo do Paraná em 2026. O movimento busca construir uma frente ampla contra o senador Sergio Moro (União Brasil), que lidera as pesquisas de intenção de voto no estado.
A reaproximação foi confirmada pelo presidente estadual do PT, Arilson Chiorato, e pelo próprio Requião Filho. Segundo Chiorato, a sigla estuda ceder a cabeça de chapa e concentrar esforços para eleger um aliado ao Senado. O nome mais cotado é o do economista e ex-deputado Enio Verri, atual diretor-geral da Itaipu Binacional.
Em recente levantamento do instituto Real Time Big Data, divulgado neste mês, Moro aparece com 41% das intenções de voto, resultado que acendeu o alerta entre forças de centro-esquerda no estado.
Na semana passada, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), reuniu-se em Brasília com Requião Filho. De acordo com interlocutores, o encontro ocorreu em clima cordial e selou o reinício do diálogo após o rompimento entre o clã Requião e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante as eleições de 2022.
Apesar da aproximação, Requião Filho ressalta que persistem divergências em temas como privatizações e o modelo de pedágios nas rodovias estaduais. “Temos uma extrema direita buscando a eleição, e a vitória de Moro é um problema maior do que nossas diferenças”, afirmou.
Pelos entendimentos em discussão, o ex-governador Roberto Requião deve concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto o PT ficaria responsável por indicar o candidato ao Senado e reforçar o palanque estadual do partido em 2026.
As tratativas deverão prosseguir nas próximas semanas, quando representantes das duas legendas viajarão a Brasília para apresentar a proposta aos diretórios nacionais de PT e PDT.
Com informações de Direita Online