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PT defende desfile que exaltou Lula e descarta atrito com evangélicos

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O Partido dos Trabalhadores saiu em defesa da escola de samba Acadêmicos de Niterói após a agremiação ser alvo de críticas por seu samba-enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por uma alegoria que satirizou famílias conservadoras representadas em latas de conserva.

Em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (18), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou as reações de oposicionistas e entidades religiosas como “ridículas” e afirmou que elas procuram desviar a atenção de temas mais relevantes. “Tentar desgastar o presidente politicamente por conta das escolhas de alegorias da Acadêmicos de Niterói chega às raias do ridículo. O povo brasileiro merece um debate político mais qualificado”, declarou.

Relação com evangélicos

Apesar dos protestos, Edinho negou qualquer impacto na relação do governo com o público religioso, sobretudo os evangélicos. Segundo ele, Lula mantém histórico de diálogo com esse segmento. “O presidente sempre teve uma relação de muito respeito com a comunidade evangélica. Os líderes das igrejas sempre tiveram no presidente um aliado na construção de políticas públicas para o fortalecimento das famílias brasileiras”, afirmou.

Críticas e reações

Parlamentares da oposição publicaram nas redes sociais imagens de suas famílias “enlatadas”, geradas por inteligência artificial, satirizando a alegoria da Acadêmicos de Niterói. A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e a Frente Parlamentar Católica também se manifestaram.

A Frente Parlamentar Católica informou que pedirá apuração dos fatos e, se houver irregularidades, responsabilização dos envolvidos. Já a Arquidiocese cobrou respeito à liberdade religiosa, destacando o papel das igrejas na promoção da solidariedade e no cuidado com os mais vulneráveis.

Lula na Sapucaí

O presidente e a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, acompanharam o desfile na Marquês de Sapucaí no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD-RJ). O casal chegou a descer a avenida para cumprimentar integrantes das escolas de samba.

O episódio se soma a um histórico de tensões entre Lula e parte do eleitorado religioso desde o início do terceiro mandato, período em que pesquisas apontam maior avaliação negativa do governo nesse segmento.

Com informações de Gazeta do Povo