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PT condena ordem de Trump sobre petróleo cubano e chama medida de “ameaça criminosa”

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Brasília – A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota neste sábado, 31 de janeiro de 2026, na qual repudia a ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pode resultar no bloqueio das importações de petróleo por Cuba. O documento da legenda qualifica a iniciativa norte-americana como “ameaça criminosa”.

A medida, assinada por Trump na quinta-feira, 29, classifica Cuba como “ameaça incomum e extraordinária” e autoriza a aplicação de tarifas contra países que comercializem petróleo ou derivados com a ilha. O PT declarou “total apoio” à República de Cuba diante do que chamou de agressões da administração Trump e defendeu a soberania e a autodeterminação do povo cubano.

No texto, o partido acusa Washington de aprofundar hostilidades na América Latina. A nota menciona suposta “invasão” da Venezuela pelos Estados Unidos e o “sequestro” do presidente Nicolás Maduro como parte de uma escalada que, segundo a sigla, inclui o bloqueio econômico imposto a Cuba há mais de seis décadas.

O PT sustenta que a nova ordem executiva busca “sufocar totalmente” a economia cubana ao impedir a chegada de combustíveis, o que, na avaliação da legenda, equivaleria a bloquear o comércio humanitário com o país caribenho. O partido reafirma apoio histórico à Revolução Cubana e aos “ideais de justiça social” defendidos pelo governo de Havana.

Impacto imediato no abastecimento

De acordo com estimativa do Financial Times, os estoques de petróleo de Cuba podem se esgotar em duas a três semanas. Dados do setor indicam que a ilha produz cerca de 40 mil barris diários, mas consome mais de 100 mil. Após ações dos Estados Unidos que interromperam remessas da Venezuela, o México tornou-se o principal fornecedor de combustíveis para Havana.

O governo mexicano informou ter cancelado a próxima remessa após a decisão de Trump. Além disso, autoridades norte-americanas já apreenderam sete navios petroleiros venezuelanos destinados a Cuba, alegando ilegalidade nas operações.

Reações em Washington e Havana

Trump nega a intenção de provocar o colapso do regime cubano, mas afirmou que a ilha “não conseguirá sobreviver” sem mudanças. Em resposta, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel acusou os Estados Unidos de tentar “estrangular” a economia local, enquanto o chanceler Bruno Rodríguez qualificou a decisão como “escalada baseada em chantagem e coerção”.

Enquanto o impasse se aprofunda, especialistas alertam para o risco de desabastecimento de combustíveis em Cuba, cenário que pode se materializar nas próximas semanas caso novas fontes de fornecimento não sejam asseguradas.

Com informações de Gazeta do Povo