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PT aprova resolução que coloca Flávio Bolsonaro como principal adversário e defende maioria no Congresso

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A direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou em 16 de março de 2026 uma nova resolução eleitoral que transforma o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no principal alvo da legenda nas eleições deste ano.

Foco na disputa presidencial

O texto, votado após pesquisas de intenção de voto apontarem empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, classifica a possível candidatura de Flávio como “ameaça” e continuidade de um “projeto autoritário e antipopular” derrotado em pleitos anteriores.

Importância de uma base parlamentar

Segundo o documento, a vitória petista dependerá não apenas da Presidência, mas da formação de uma maioria no Congresso Nacional. A sigla afirma que eleger bancadas alinhadas é “condição fundamental” para garantir governabilidade, enfrentar o rentismo e aprofundar políticas públicas.

Críticas ao Banco Central e ao Banco Master

A resolução cita o caso do Banco Master como exemplo de ligações entre poder político e interesses financeiros. O partido questiona por que o Banco Central, então sob a gestão de Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro, não teria adotado medidas de intervenção para proteger o sistema financeiro e recursos públicos.

Para o PT, a expansão do Banco Master mostraria “relações promíscuas” entre operadores políticos, setores do Estado e aliados da família Bolsonaro.

Crítica à influência da “Faria Lima”

O texto também aponta a atuação do mercado financeiro, apelidado de Faria Lima, como força capaz de pressionar parlamentares e dificultar mudanças econômicas propostas pelo governo. O partido defende limitar o poder do rentismo, fortalecer a renda do trabalho, dinamizar o mercado interno e reduzir a taxa Selic.

Ao final, a legenda reforça que a eleição de uma maioria alinhada ao seu projeto na Câmara e no Senado é vista como decisiva para um eventual novo mandato de Lula e para a implementação de reformas econômicas e sociais.

Com informações de Gazeta do Povo