Brasília — O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota nesta quarta-feira (10) alegando que o Instagram, rede social controlada pela Meta, estaria ocultando perfis de parlamentares e figuras da esquerda nas ferramentas de busca. A legenda voltou a defender a criação de uma legislação específica para regular as plataformas digitais.
Ocultação identificada após confusão no Congresso
A suspeita de bloqueio ganhou força após o episódio da noite de terça-feira (9), quando o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi removido à força da Mesa Diretora da Câmara durante protesto contra o processo que pode cassar seu mandato. Na ocasião, usuários relataram dificuldade para localizar o perfil do parlamentar no Instagram.
Segundo informações da Agência Brasil, além de Braga, as contas dos deputados Chico Alencar e Sâmia Bomfim (ambos do PSOL) também não eram encontradas. A falha teria atingido ainda nomes da direita, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Kim Kataguiri (Missão-SP), além do perfil do presidente Lula.
Meta atribui problema a falha técnica
Representantes da Meta se reuniram com integrantes do PT e informaram que “problemas técnicos” afetaram o sistema de buscas, negando qualquer viés político-partidário. Em nota, a empresa afirmou: “Estamos cientes de que um problema técnico ocorrido hoje mais cedo afetou a capacidade das pessoas de buscar por contas no Instagram. O problema já foi resolvido e pedimos desculpas por qualquer inconveniente”.
PT vê risco à liberdade de expressão em ano pré-eleitoral
Para o PT, a suposta ocultação ameaça o pluralismo durante o período que antecede as eleições municipais de 2026. “Qualquer forma de silenciamento, restrição ou invisibilidade das nossas vozes, ainda mais no período pré-eleitoral, já representa um risco concreto à liberdade de expressão, ao pluralismo e ao debate público”, diz o comunicado.
O partido ressaltou que não é a primeira vez que identifica indícios de favorecimento da “extrema direita” nas redes sociais e reiterou a necessidade de regulação para garantir transparência nos algoritmos e equidade no alcance de conteúdos políticos.
Com informações de Gazeta do Povo