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PT leva ao TSE queixa contra Flávio Bolsonaro, Zema e aliados por campanha antecipada

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A Federação Brasil da Esperança – que reúne PT, PCdoB e PV – protocolou nesta sexta-feira (20) representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e parlamentares do PL. O grupo é acusado de veicular propaganda eleitoral antecipada negativa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Vídeos com inteligência artificial na mira

Segundo a peça entregue ao tribunal, os opositores divulgaram vídeos produzidos com inteligência artificial que satirizam o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula no Carnaval. Para o PT, as montagens associam o presidente à criminalidade e o rotulam como “ladrão”, configurando campanha fora do período permitido.

O material foi publicado pelo perfil de Flávio Bolsonaro, pela deputada Bia Kicis (PL-DF), pelos senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Rogério Marinho (PL-RN) e pela conta oficial do PL. A federação destaca que, apenas nas redes de Flávio, o vídeo ultrapassou 1,7 milhão de visualizações, 7,6 mil comentários e 15,2 mil compartilhamentos.

Na ação, os advogados afirmam que o senador, pré-candidato ao Planalto, tenta “denegrir” a imagem de Lula ao relacioná-lo a escândalos como a liquidação do Banco Master e descontos indevidos do INSS.

Adesivos e outdoors de Flávio

O PT também aponta distribuição de adesivos e outdoors com teor eleitoral. Em 15 de fevereiro, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado postou vídeo entregando materiais com a frase “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”. A legislação só autoriza propaganda a partir de 16 de agosto; antes disso, qualquer pedido explícito de voto pode ser punido com multa.

Defesa de Lula em outras ações

Além da ofensiva contra os opositores, o PT apresentou defesa nos processos ajuizados pelo PL e pelo partido Missão, do MBL, que contestam o desfile da Acadêmicos de Niterói. A sigla nega ter patrocinado a homenagem e sustenta que a escola exerceu “direito à liberdade de expressão artística”.

O PL argumenta que a apresentação foi “apoteótica peça de marketing” em favor de Lula e pede investigação por suposto abuso de poder político e econômico. Já o Missão afirma que o presidente tinha conhecimento do enredo e chegou a receber dirigentes da agremiação no Palácio do Planalto.

O TSE ainda não se pronunciou sobre nenhuma das representações.

Com informações de Gazeta do Povo